Marcos Valério sai da prisão por desculpa do coronavírus

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Um dos detentos mais conhecidos do país, o publicitário Marcos Valério deve deixar a calabouço ainda nesta quinta-feira, 26. Réprobo a quase 40 anos de prisão, ele cumpre pena em regime semiaberto em um presídio de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, e passará temporariamente à prisão domiciliar por justificação da pandemia da Covid-19.

Sua resguardo conseguiu o favor com base em uma portaria conjunta, assinada pelo governador mineiro Romeu Zema (Novo) e pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Nelson Missias de Morais. A portaria recomenda que os juízes das varas de realização penal mandem para prisão domiciliar os detentos de regime semiaberto – ou seja, aqueles que saem da calabouço para trabalhar ou estudar. A recomendação não se aplica aos presos que estão respondendo a processo disciplinar por suposta falta grave.

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O objetivo da portaria é evitar que aqueles detentos que já saem para trabalhar ou estudar se infectem fora da calabouço, e, na volta, transmitam a doença a presos imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas graves. A avaliação é que o novo coronavírus pode promover uma mortandade em tamanho. Os que cumprem pena em regime fechado não foram contemplados pela portaria assinada em 16 de março, e os casos são examinados individualmente.

Marcos Valério já cumpriu murado de oito anos e meio de pena. Ganhou recta à progressão para o regime semiaberto em setembro de 2019, depois de executar um sexto da pena em regime fechado. Ele foi um dos 25 condenados no histórico julgamento do mensalão, concluído em agosto de 2012. O Supremo entendeu que existiu um esquema de compra de votos no Congresso Pátrio durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O publicitário foi uma das figuras-chave do mensalão. Suas empresas ganhavam contratos de publicidade de estatais, porquê o Banco do Brasil, emitiam notas fiscais falsas e ajudavam a repassar o numerário a políticos e outros agentes públicos corruptos. O esquema envolveu meandro de numerário público, de contratos da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil, porquê meio de abastecer o esquema criminoso.

Atualmente, o publicitário trabalha de segunda a sábado em uma fábrica na cidade de Escrutínio. Todos os dias, sai da prisão às seis da manhã e viaja muro de 40 quilômetros de ônibus até a operário de peças de borracha, onde trabalha das 7h às 16h. A partir de agora, poderá transpor do trabalho e ir para lar, pelo menos até a pandemia passar.


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